Agora que foi
e passou
Agora que me passaste
e te deixei
Agora que os marcos
não marcam
Que as marcas
são barcas
que os arrepios
são sopros
Decoração
chaise longue
maison française
sublimação
afirmação
revisão
peneira
feltro
tapete
deslize de cordel
história de redondel
Decoração
entertaining de cortinados
desenho animado
o espaço
o vazio
habitado
Chegar a casa
Chegar
Chegar ao espaço habitado
e todavia flores de lis
irrepetível padrão
código canção
Agora
Agora que parei
Que parei
Parei
Parei
Parei para fazer
Decoração
Decoração
Decoração.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Noronha na Costa
era noite de sete
tinha sido lua cheia
antes.
era nevoeiro
era barcos
era ponte
era vidro
humidade no azul
Noronha na costa
era vidro
no caminho
era vírgula no canudinho
Costura no gelo,
Vapor mosquiteiro,
de cachimbos
de bagaço
de cais.
cidade de rio
noite de sempre...
correm formigas
correm carros
A truta nos píncaros
e as letras
são ponteiros,
ardósia...
pedras da calçada,
passeio branco,
porta pequena,
pátio escondido,
gato à janela
miiiiiiiiiiiia
em dó.
Meias de vidro,
no veludo da noite,
humidade na passada,
augúrio
da temporada;
sinais marítimos
de um céu aberto
de um mar desperto
e bolas gordas
de sabão
na estrada.
Mistério
do som nocturno
charada do aranhiço
a fala da fome
a fala do sono
a bala no trono.
tinha sido lua cheia
antes.
era nevoeiro
era barcos
era ponte
era vidro
humidade no azul
Noronha na costa
era vidro
no caminho
era vírgula no canudinho
Costura no gelo,
Vapor mosquiteiro,
de cachimbos
de bagaço
de cais.
cidade de rio
noite de sempre...
correm formigas
correm carros
A truta nos píncaros
e as letras
são ponteiros,
ardósia...
pedras da calçada,
passeio branco,
porta pequena,
pátio escondido,
gato à janela
miiiiiiiiiiiia
em dó.
Meias de vidro,
no veludo da noite,
humidade na passada,
augúrio
da temporada;
sinais marítimos
de um céu aberto
de um mar desperto
e bolas gordas
de sabão
na estrada.
Mistério
do som nocturno
charada do aranhiço
a fala da fome
a fala do sono
a bala no trono.
Etiquetas:
Lisboa menina e moça,
trânsito
domingo, 16 de março de 2014
Mountain like you
Is her hair on the stings
and her mood as she swings
with time, all the things
with elegance of fine strings
raw curves are rings
and, a true palette brings
freedom with wings
it's a mountain that springs
segunda-feira, 24 de junho de 2013
The Wax Inside
in the high fields
of blue,
lavender flowers
St. John & the moon
Happiness is a yellow
flowered wall
& the sun is melting
the wax inside
of blue,
lavender flowers
St. John & the moon
Happiness is a yellow
flowered wall
& the sun is melting
the wax inside
Etiquetas:
A Boa Viagem,
Dos Ensaios Venusianos,
english writings
domingo, 9 de junho de 2013
Sterne und Steine
Sterne und Steine
Wasser auf Portugiesisch
Ist während Nacht
in einen Zeichnung mitte
in meinen Kopf:
Sterne und Steine
Tief Lila und Gelb,
Sterne und Steine
Einen Tag,
Vielleicht:
Wenn der Himmel
noch ein mal
eine Farbe Aquarell ist.
Wasser auf Portugiesisch
Ist während Nacht
in einen Zeichnung mitte
in meinen Kopf:
Sterne und Steine
Tief Lila und Gelb,
Sterne und Steine
Einen Tag,
Vielleicht:
Wenn der Himmel
noch ein mal
eine Farbe Aquarell ist.
Etiquetas:
auf Deutsch,
Estrela Polar
domingo, 20 de janeiro de 2013
Traveler sight
Night with bright
Hands on white
When the spark
Is fun as lark
Are we all here?
With all colors sphere
With a gulp in the atmosphere
When the right pace
Seems to disappear
Night with bright
Hands on white
Traveler sight
Move as we move
Change as we groove
To the sound and the light
In visions of the butterfly
We broke free
We drank tea
In the woods whereby
The night was bright
And the hands were white
Etiquetas:
english writings,
trânsito
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Choro Compulsivo
Choro Compulsivo
Mergulho na multidão
com sol no eixo
e secura no coração
que é no desleixo
da poeira das membranas
que somos peixes
sem sermão
relento
de escantilhão
tormento
em embrião
Choro compulsivo
Mergulho na multidão
Pois é nos ossos
que sorvo as dores
do povo
que sei estes versos
de novo
trá trá trá trá
trá trá trá trá
massa das marchas
aconchegando a azia
tirando o sério
da melancolia
sugando a cor
da apatia.
Choro compulsivo
Mergulho na multidão
No meu país,
no meu coração.
Mergulho na multidão
com sol no eixo
e secura no coração
que é no desleixo
da poeira das membranas
que somos peixes
sem sermão
relento
de escantilhão
tormento
em embrião
Choro compulsivo
Mergulho na multidão
Pois é nos ossos
que sorvo as dores
do povo
que sei estes versos
de novo
trá trá trá trá
trá trá trá trá
massa das marchas
aconchegando a azia
tirando o sério
da melancolia
sugando a cor
da apatia.
Choro compulsivo
Mergulho na multidão
No meu país,
no meu coração.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Pele
Come mai hai
le stelle nella spalla
come mai
porti stelle
che sono nei
che hanno diventato
luce,
come mai
senti i rumori
del mondo
e il silenzio
dei sogni
in questa mappa
tuoi nei
conchiglie,
nacchere di ritmo
sassi di argumenti
che non finiscano
mai,
come mai?
Robe di pele
di una colore unica.
le stelle nella spalla
come mai
porti stelle
che sono nei
che hanno diventato
luce,
come mai
senti i rumori
del mondo
e il silenzio
dei sogni
in questa mappa
tuoi nei
conchiglie,
nacchere di ritmo
sassi di argumenti
che non finiscano
mai,
come mai?
Robe di pele
di una colore unica.
Feliz Aniversário
Partilha: quando todos somos um,
Quando estas pedras sentem gente,
Quando esta gente une o sol e as estrelas
Saudemos as palavras
como se as letras fossem água
Ser no meio das pedras
para saber o sabor das pausas,
das notas de festa:
Feliz Aniversário.
Quando estas pedras sentem gente,
Quando esta gente une o sol e as estrelas
Saudemos as palavras
como se as letras fossem água
Ser no meio das pedras
para saber o sabor das pausas,
das notas de festa:
Feliz Aniversário.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Petazetas
Pedaços de lua
explodem
nas tuas letras.
A que cores
queres ver
o mundo?
Só se fores
bem ao fundo.
A lua, petazeta
O mundo, berlinde
O ar, cheta.
Gnomo da multidão
País da solidão
Petazetas.
Festa em petazetas.
Exploração
Destruição
Contemplação
Sinal de trânsito
Sinal de passagem
Sinal aberto
em som desperto
tempo incerto
escorregadela cintilante
risco flutuante
a galope
a trote
centauro nas noites
mago nas manhãs
pirilampo nas sobremesas
aguardente nas certezas
Pés descalços,
cabeça aberta
numa qualquer praça
sobre um banco de jardim
ou vulgar contentor.
A inteligência
de uma esquina
a pergunta
de uma sina,
ali estendidas,
em pic nic
alucinante,
mostruário
fascinante
herbário de emoções
kilometragem sem senões
Petazetas.
Petazetas.
explodem
nas tuas letras.
A que cores
queres ver
o mundo?
Só se fores
bem ao fundo.
A lua, petazeta
O mundo, berlinde
O ar, cheta.
Gnomo da multidão
País da solidão
Petazetas.
Festa em petazetas.
Exploração
Destruição
Contemplação
Sinal de trânsito
Sinal de passagem
Sinal aberto
em som desperto
tempo incerto
escorregadela cintilante
risco flutuante
a galope
a trote
centauro nas noites
mago nas manhãs
pirilampo nas sobremesas
aguardente nas certezas
Pés descalços,
cabeça aberta
numa qualquer praça
sobre um banco de jardim
ou vulgar contentor.
A inteligência
de uma esquina
a pergunta
de uma sina,
ali estendidas,
em pic nic
alucinante,
mostruário
fascinante
herbário de emoções
kilometragem sem senões
Petazetas.
Petazetas.
sábado, 14 de julho de 2012
Magdalena
Maria de Magdala
Rapunzel minha,
nas janelas de guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que só eu vi a tua beleza
sépia, adormecida e apressada
na forca da guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que a noite fazia-te sombra
mas eu vi-te de luz.
Solta as tranças, Magdalena
deixa só o pecado
ser flor entre a guilhotina,
negra estrela vespertina.
Solta as tranças, Magdalena
que quando menos souberes,
quando menos quiseres
quando menos esperares
os lençóis serão
novamente alvos,
o fumo será de algodão,
as coisas serão gente,
o tremor um bailado
o amor, um achado.
Rapunzel minha,
nas janelas de guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que só eu vi a tua beleza
sépia, adormecida e apressada
na forca da guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que a noite fazia-te sombra
mas eu vi-te de luz.
Solta as tranças, Magdalena
deixa só o pecado
ser flor entre a guilhotina,
negra estrela vespertina.
Solta as tranças, Magdalena
que quando menos souberes,
quando menos quiseres
quando menos esperares
os lençóis serão
novamente alvos,
o fumo será de algodão,
as coisas serão gente,
o tremor um bailado
o amor, um achado.
Etiquetas:
Estrela Polar,
Persona
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Cavalo Maluco
Sobe a colina
com suor no pulso
com um intruso avulso
animal de rapina
Arfante
em todos os goles
da descida
Pulsante,
é gaita de foles
na subida,
Cavalo Maluco.
Sai em bruto.
Nas negras pedras da calçada,
sobretudo pela alvorada,
As noites estalam
de tantas estrelas.
A lua é ruminante
no jardim
E o vinho, já viajante
no varandim.
Pernas cansadas
Pés dormentes
Delirium tremens
de coreto armado
de sol alçado,
Cavalo Maluco.
com suor no pulso
com um intruso avulso
animal de rapina
Arfante
em todos os goles
da descida
Pulsante,
é gaita de foles
na subida,
Cavalo Maluco.
Sai em bruto.
Nas negras pedras da calçada,
sobretudo pela alvorada,
As noites estalam
de tantas estrelas.
A lua é ruminante
no jardim
E o vinho, já viajante
no varandim.
Pernas cansadas
Pés dormentes
Delirium tremens
de coreto armado
de sol alçado,
Cavalo Maluco.
Etiquetas:
Lisboa menina e moça,
trânsito
domingo, 17 de junho de 2012
(a)Rumba
Naquela noite,
as cores eram tuas.
Tu, que de negrume
pesaste o céu.
Com passos silenciosos,
deslizantes
pancadas secas
na calçada
vidro estalando
em palmas.
A violência da beleza
de um pescoço curvado
de um cavalo montado
de um olhar cansado
de um sopro abrigado
de um perigo calado.
Tu, que de negrume
pesaste o céu
em mistério caleidoscópico
num vagar ciclópico
com visão nas alturas
Tu, que de negrume
pintaste a noite
e largaste a tua sombra
profunda
num recanto escondido
num gole encolhido.
Tu, que de negrume
me ladeaste em certo tom
de rumba encardida
de pergunta na mordida
de viagem na saída.
Vapor em papel vegetal
Porque o sol cozeu-te
as cores
e agora já é dia.
E agora,
da varanda dos sonhos
da escada em caracol
deslizamos em fulgurante
linha curva.
Em preciosa mistura turva.
as cores eram tuas.
Tu, que de negrume
pesaste o céu.
Com passos silenciosos,
deslizantes
pancadas secas
na calçada
vidro estalando
em palmas.
A violência da beleza
de um pescoço curvado
de um cavalo montado
de um olhar cansado
de um sopro abrigado
de um perigo calado.
Tu, que de negrume
pesaste o céu
em mistério caleidoscópico
num vagar ciclópico
com visão nas alturas
Tu, que de negrume
pintaste a noite
e largaste a tua sombra
profunda
num recanto escondido
num gole encolhido.
Tu, que de negrume
me ladeaste em certo tom
de rumba encardida
de pergunta na mordida
de viagem na saída.
Vapor em papel vegetal
Porque o sol cozeu-te
as cores
e agora já é dia.
E agora,
da varanda dos sonhos
da escada em caracol
deslizamos em fulgurante
linha curva.
Em preciosa mistura turva.
Etiquetas:
banda sonora,
Patinagem Artística
domingo, 27 de maio de 2012
Intermittenza
Si scivola giù
Galoppo incessante
Una pietra
Due pietre
Un mare
Occhi chiusi
di un giorno solare.
Mordere le unghie,
perché domani
tormenti i sogni
perché prima
bisogni espellere
tutti i fumi
in passi veloci
in colori atroci
Intermittenza.
Adesso no.
Un pò più tarde:
Intermittenza
piovendo nel mio stomaco,
lavaggio del cervello
tranquillamente nel parco -
Acetone e Möet & Chandon
Cocktail diluente
di notte fugaci
abbaiamenti rumorosi
languidi nei cammini
Stordimento nel schiocco
delle dita
in connessione astrofisica
con i vapori del mondo
con le sorprese di un secondo.
È un salto in alto
che graffia la schiena
che bagna la coscienza
Mordiamo le nuvole invece.
Galoppo incessante
Una pietra
Due pietre
Un mare
Occhi chiusi
di un giorno solare.
Mordere le unghie,
perché domani
tormenti i sogni
perché prima
bisogni espellere
tutti i fumi
in passi veloci
in colori atroci
Intermittenza.
Adesso no.
Un pò più tarde:
Intermittenza
piovendo nel mio stomaco,
lavaggio del cervello
tranquillamente nel parco -
Acetone e Möet & Chandon
Cocktail diluente
di notte fugaci
abbaiamenti rumorosi
languidi nei cammini
Stordimento nel schiocco
delle dita
in connessione astrofisica
con i vapori del mondo
con le sorprese di un secondo.
È un salto in alto
che graffia la schiena
che bagna la coscienza
Mordiamo le nuvole invece.
Etiquetas:
banda sonora,
Fénix,
italiani
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Desassossego
é obra de arte
este arrepio no braço
o rio que passa por mim
com gaivotas de manhã
e dilúvio da noite
Desassossego
de cinco ésses
que me rói da corda
do estômago
no sótão das ideias
envelhecidas
em casco de carvalho
a beleza
das manhãs antecipadas
de cinza enevoada
quando não chove
mas ameaça cair-nos em cima
o peso do mundo
das flores que
nascem na varanda
que nunca vês
porque as varridas
do vento
as batidas
do tempo
fazem-te oitos infinitos
de cara sorridente
e pés bailantes
indo sempre.
indo
pois há mar
quer-se ir
mas não talvez voltar.
Livro do Desassossego
este arrepio no braço
o rio que passa por mim
com gaivotas de manhã
e dilúvio da noite
Desassossego
de cinco ésses
que me rói da corda
do estômago
no sótão das ideias
envelhecidas
em casco de carvalho
a beleza
das manhãs antecipadas
de cinza enevoada
quando não chove
mas ameaça cair-nos em cima
o peso do mundo
das flores que
nascem na varanda
que nunca vês
porque as varridas
do vento
as batidas
do tempo
fazem-te oitos infinitos
de cara sorridente
e pés bailantes
indo sempre.
indo
pois há mar
quer-se ir
mas não talvez voltar.
Livro do Desassossego
terça-feira, 6 de março de 2012
Planetario
Andiamo al Planetario.
Insieme guardiamo il cielo
facciamo disegni nel' aria
accendiamo luci nel buio
adesso, che solo abbiamo
sabbia tra le mani.
Andiamo al planetario.
I nei sono costellazioni
della mappa,
Futurismo,
Corpo,
Viaggio.
Dai, Andiamo.
Andiamo al planetario.
Azzurro e giallo
Alba e garbo
I corpi celesti
sono calamite ballanti
sorprese brillanti
Nella punta del dito mio
Nel centro dell'Universo
Benvenuti,
ci siamo arrivati al Planetario.
Insieme guardiamo il cielo
facciamo disegni nel' aria
accendiamo luci nel buio
adesso, che solo abbiamo
sabbia tra le mani.
Andiamo al planetario.
I nei sono costellazioni
della mappa,
Futurismo,
Corpo,
Viaggio.
Dai, Andiamo.
Andiamo al planetario.
Azzurro e giallo
Alba e garbo
I corpi celesti
sono calamite ballanti
sorprese brillanti
Nella punta del dito mio
Nel centro dell'Universo
Benvenuti,
ci siamo arrivati al Planetario.
Etiquetas:
A Boa Viagem,
Estrela Polar,
italiani
domingo, 25 de dezembro de 2011
Hino
O poder do desconhecido instalou a dúvida na subcave,
no armário mais profundo da arrecadação. Da casa.
As paredes são janelas de braços abertos ao que vier.
A dúvida é o motor da viagem, do mergulho em águas
azuis, da escalada a montanhas verdes e brancas, o motor da paixão pelas
coisas, pelas pessoas, pelos sítios.
Ahh... o prazer infinito de ainda não saber de que
cor são as casas, a que soam as palavras, a que sabem aquelas frutas de que não
sei nem pronunciar o nome?
Ahh... o prazer inconsequente de rir, de rir mais, de
rir alto, de provocar risos. Talento.
Ensinar a respirar melhor, com mais perfume, com mais
graça, com mais vontade, com mais consciência.
E que bom que é deitar, dormir e sonhar com mais
sonhos, com mais ideias. Dormir todos os dias pelos sonhos incríveis, pelo
entusiasmo gritante, pela ascese mística de altitudes Alpinas, ou São
Franciscanas, jamais alcançadas.
E ao mesmo tempo, como seria bom, dar as mãos e dar.
Dar esta canção dos pássaros, aos dias cinzentos, às brigas ácidas, ao mundo.
E como são tão preciosos estes anjos da guarda.
Estrelas do céu, de dia e de noite. Para todos; da fé, da cura e do sol.
Etiquetas:
cardinal,
Estrela Polar
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Postal de Verão
A aguarela é azul com salpicos de sol.
O mar está calmo; liso para a direita, liso para a esquerda; o remoínho está no meio, aqui à minha frente plantado.
Embaaaaaaaaaala-me, desfaz-me no som das ondas como se eu fosse açucar.
Embaaaaaaaaaala-me sobre o remoinho de cores que instauraste na minha dispensa, no meu estômago, nos meus sonhos.
Partamos a parede como se as palavras fossem pedras, e as pedras fossem fruta.
Dancemos, sobre a vermelha tijoleira, os dois ao mesmo tempo, tu prá frente, eu pra trás. Sem música, que as ondas é que marcam o passo.
Dancemos, até o sol ditar caminhos, que a lua vai alta e dita-nos transe, climax, pathos e fatum na minha língua. Talvez na tua tudo queira dizer outra coisa qualquer, que as sombras já estejam compridas, estendidas, abraçando a areia e o chão, porque o céu já se fez gente, e as estrelas já nos deram todos os conselhos durante a noite.
Durmamos. Durmamos sobre o assunto.
Sonhemos com uma jornada postal.
Sonhemos com um país de Inverno, numa estação de Outono, com um postal de Verão.
O mar está calmo; liso para a direita, liso para a esquerda; o remoínho está no meio, aqui à minha frente plantado.
Embaaaaaaaaaala-me, desfaz-me no som das ondas como se eu fosse açucar.
Embaaaaaaaaaala-me sobre o remoinho de cores que instauraste na minha dispensa, no meu estômago, nos meus sonhos.
Partamos a parede como se as palavras fossem pedras, e as pedras fossem fruta.
Dancemos, sobre a vermelha tijoleira, os dois ao mesmo tempo, tu prá frente, eu pra trás. Sem música, que as ondas é que marcam o passo.
Dancemos, até o sol ditar caminhos, que a lua vai alta e dita-nos transe, climax, pathos e fatum na minha língua. Talvez na tua tudo queira dizer outra coisa qualquer, que as sombras já estejam compridas, estendidas, abraçando a areia e o chão, porque o céu já se fez gente, e as estrelas já nos deram todos os conselhos durante a noite.
Durmamos. Durmamos sobre o assunto.
Sonhemos com uma jornada postal.
Sonhemos com um país de Inverno, numa estação de Outono, com um postal de Verão.
Etiquetas:
A Boa Viagem,
Dos Ensaios Venusianos
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Fim-de-semana
Eu sou Sábados
Tu és Domingos
Temos as cabeças
a arejar no estendal
do terceiro andar.
Tu em altitude
Eu em profundidade
Eu sou Sábados
Tu és Domingos
Tu és Domingos
Temos as cabeças
a arejar no estendal
do terceiro andar.
Tu em altitude
Eu em profundidade
Eu sou Sábados
Tu és Domingos
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Re-corte
Cruzo as pernas
Torço os braços
que hoje a bola
é verde limão
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
que o almofariz
é verde escuro
e esmaga,
todas.
As vermelhas
infecções
as vermelhas
aspirações
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
abro a janela
para o mar da noite
a lua é uma varanda
a luz é azul
e as sombras
seguramente amarelas
aguarelas de um breve
jardim de recortes
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
Para a bola mudar
de cor
Para recortar papel
qual novela de cordel
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
Para espremer a toalha
esquecer a canalha
e mudar de opinião;
que a espuma já não é dos dias
é das noites
e já não é rosa
é espinho,
e rasga nas ondas
galga
bocas redondas.
Torço os braços
que hoje a bola
é verde limão
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
que o almofariz
é verde escuro
e esmaga,
todas.
As vermelhas
infecções
as vermelhas
aspirações
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
abro a janela
para o mar da noite
a lua é uma varanda
a luz é azul
e as sombras
seguramente amarelas
aguarelas de um breve
jardim de recortes
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
Para a bola mudar
de cor
Para recortar papel
qual novela de cordel
Afasto os pés
Cruzo as pernas
Torço os braços
Para espremer a toalha
esquecer a canalha
e mudar de opinião;
que a espuma já não é dos dias
é das noites
e já não é rosa
é espinho,
e rasga nas ondas
galga
bocas redondas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)