O poder do desconhecido instalou a dúvida na subcave,
no armário mais profundo da arrecadação. Da casa.
As paredes são janelas de braços abertos ao que vier.
A dúvida é o motor da viagem, do mergulho em águas
azuis, da escalada a montanhas verdes e brancas, o motor da paixão pelas
coisas, pelas pessoas, pelos sítios.
Ahh... o prazer infinito de ainda não saber de que
cor são as casas, a que soam as palavras, a que sabem aquelas frutas de que não
sei nem pronunciar o nome?
Ahh... o prazer inconsequente de rir, de rir mais, de
rir alto, de provocar risos. Talento.
Ensinar a respirar melhor, com mais perfume, com mais
graça, com mais vontade, com mais consciência.
E que bom que é deitar, dormir e sonhar com mais
sonhos, com mais ideias. Dormir todos os dias pelos sonhos incríveis, pelo
entusiasmo gritante, pela ascese mística de altitudes Alpinas, ou São
Franciscanas, jamais alcançadas.
E ao mesmo tempo, como seria bom, dar as mãos e dar.
Dar esta canção dos pássaros, aos dias cinzentos, às brigas ácidas, ao mundo.
E como são tão preciosos estes anjos da guarda.
Estrelas do céu, de dia e de noite. Para todos; da fé, da cura e do sol.
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