A purga das framboesas

de Rita Chianca de Carvalho
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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cavalo Maluco

Sobe a colina
com suor no pulso
com um intruso avulso
animal de rapina
Arfante
em todos os goles
da descida
Pulsante,
é gaita de foles
na subida,
Cavalo Maluco.
Sai em bruto.
Nas negras pedras da calçada,
sobretudo pela alvorada,
As noites estalam
de tantas estrelas.
A lua é ruminante
no jardim
E o vinho, já viajante
no varandim.
Pernas cansadas
Pés dormentes
Delirium tremens
de coreto armado
de sol alçado,
Cavalo Maluco.



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