A purga das framboesas

de Rita Chianca de Carvalho
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domingo, 16 de março de 2014

Mountain like you

Is her hair on the stings
and her mood as she swings
with time, all the things
with elegance of fine strings
raw curves are rings
and, a true palette brings
freedom with wings
it's a mountain that springs




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pele

Come mai hai
le stelle nella spalla
come mai
porti stelle
che sono nei
che hanno diventato
luce,
come mai
senti i rumori
del mondo
e il silenzio
dei sogni
in questa mappa
tuoi nei
conchiglie,
nacchere di ritmo
sassi di argumenti
che non finiscano
mai,
come mai?
Robe di pele
di una colore unica.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Petazetas

Pedaços de lua
explodem
nas tuas letras.
A que cores
queres ver
o mundo?
Só se fores
bem ao fundo.
A lua, petazeta
O mundo, berlinde
O ar, cheta.
Gnomo da multidão
País da solidão
Petazetas.
Festa em petazetas.
Exploração
Destruição
Contemplação
Sinal de trânsito
Sinal de passagem
Sinal aberto
em som desperto
tempo incerto
escorregadela cintilante
risco flutuante
a galope
a trote
centauro nas noites
mago nas manhãs
pirilampo nas sobremesas
aguardente nas certezas
Pés descalços,
cabeça aberta
numa qualquer praça
sobre um banco de jardim
ou vulgar contentor.
A inteligência
de uma esquina
a pergunta
de uma sina,
ali estendidas,
em pic nic
alucinante,
mostruário
fascinante
herbário de emoções
kilometragem sem senões
Petazetas.
Petazetas.





sábado, 14 de julho de 2012

Magdalena

Maria de Magdala
Rapunzel minha,
nas janelas de guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que só eu vi a tua beleza
sépia, adormecida e apressada
na forca da guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que a noite fazia-te sombra
mas eu vi-te de luz.
Solta as tranças, Magdalena
deixa só o pecado
ser flor entre a guilhotina,
negra estrela vespertina.
Solta as tranças, Magdalena
que quando menos souberes,
quando menos quiseres
quando menos esperares
os lençóis serão
novamente alvos,
o fumo será de algodão,
as coisas serão gente,
o tremor um bailado
o amor, um achado.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Renata

Se ao menos tu soubesses
a razão do teu nome.
Se ao menos já tivesses
descoberto a Amália que há em ti.
Renata. Sei Renata.
Dobras as ruas e as esquinas
porque daquela margem
a cidade já não te assusta.
Renata.
Tu não sabes, mas
a tua cara foi desenhada, e tu
és agora pintura viva. Musa da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
Renata...
Tens um dedo que te concedeu um dom,
o de seres diferente dos demais.
Renata.
Imagino-te nos campos,
num dia de verão
com aqueles teus vestidos lindos.
Com a tua graça,
gesticulavas furiosamente e rias alto.
Um boneco animado,
corrias de cabelo despenteado
e não tinhas já preocupações.
O vento levou-as.
1, 2, 3 diga lá outra vez,
és a face mais linda do ser humano que um dia se fez.
Renata
Se ao menos tu soubesses...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vidro Azul

Quando os teus azuis
são de vidro
veludo negro
sobre os teus pés de algodão
alvor de loucura
lastro de vento
cobertor de ruídos.
Todos os dias
tantas horas
são pausas de agonia
martelos de heresia
comícios de hipocrisia
que onda te leva
que um sol te amoleça
desses dias de pedra desses gritos de fel
de uma fosca história
de cordel.
Estala os dedos: the time is now.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Senti-dor Mágico

As cortinas de pinhal não me deixam dormir. Há um espectáculo de luzes que eu não quero perder. A energia alva, me faz então dormir. Depois.

Durmo. Nesse sonho bonito há um  Senti-dor Mágico.

Um dia ele escutou no bosque que o seu caminho era mais difícil, pois a sua pisada era mais luminosa. Mas foi só quando atravessámos juntos o rio bravo que eu descobri a sua força.

É que o Senti-dor Mágico tinha um sol no coração e truques na cartola.

Janeiro/2011 

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sol


Quando o sol não te chega
Quando a sombra é pólvora

Onde a luz te cega
Porque tu crias
Porque tu sentes

Como estes dias são curtos
Como estas noites são longas

Quando o sol não te chega
Quando a sombra é pólvora

Tu és mulher
Tu és criança

Janeiro/10

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Black Star


Black Star,
wherever you are
sparkle the path
where I walked in
so that I take
a profound bath
where worries are thin
where people make

smiles

black star
enlighten my hands
so I can cook colours
so I can simmer war,
so that I walk different sands



Dezembro/05

Fio de vidro


Há vestígios de purpurina no chão
Há cantigas soltas nas paredes

Mão que entrelaçou o arroz
Que alimenta toda a sujidade
Aqui, a confiança que Deus depôs.
Há um espelho que solta vaidade.

Há uma cidade que te perde
Há um jogo que te afoga

Este frio ácido, que te encostou à parede
E te elevou ao céu azul, a núvem branca;
Esta tempestade de chuva que me deixou sem rede
Frio agudo que se entranha na minha panca.

Mas o fio de vidro continua intacto.

Janeiro/05