Há vestígios de purpurina no chão
Há cantigas soltas nas paredes
Mão que entrelaçou o arroz
Que alimenta toda a sujidade
Aqui, a confiança que Deus depôs.
Há um espelho que solta vaidade.
Há uma cidade que te perde
Há um jogo que te afoga
Este frio ácido, que te encostou à parede
E te elevou ao céu azul, a núvem branca;
Esta tempestade de chuva que me deixou sem rede
Frio agudo que se entranha na minha panca.
Mas o fio de vidro continua intacto.
Janeiro/05