era noite de sete
tinha sido lua cheia
antes.
era nevoeiro
era barcos
era ponte
era vidro
humidade no azul
Noronha na costa
era vidro
no caminho
era vírgula no canudinho
Costura no gelo,
Vapor mosquiteiro,
de cachimbos
de bagaço
de cais.
cidade de rio
noite de sempre...
correm formigas
correm carros
A truta nos píncaros
e as letras
são ponteiros,
ardósia...
pedras da calçada,
passeio branco,
porta pequena,
pátio escondido,
gato à janela
miiiiiiiiiiiia
em dó.
Meias de vidro,
no veludo da noite,
humidade na passada,
augúrio
da temporada;
sinais marítimos
de um céu aberto
de um mar desperto
e bolas gordas
de sabão
na estrada.
Mistério
do som nocturno
charada do aranhiço
a fala da fome
a fala do sono
a bala no trono.
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