A purga das framboesas

de Rita Chianca de Carvalho
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domingo, 17 de junho de 2012

(a)Rumba

Naquela noite,
as cores eram tuas.
Tu, que de negrume
pesaste o céu.
Com passos silenciosos,
deslizantes
pancadas secas
na calçada
vidro estalando
em palmas.
A violência da beleza
de um pescoço curvado
de um cavalo montado
de um olhar cansado
de um sopro abrigado
de um perigo calado.
Tu, que de negrume
pesaste o céu
em mistério caleidoscópico
num vagar ciclópico
com visão nas alturas
Tu, que de negrume
pintaste a noite
e largaste a tua sombra
profunda
num recanto escondido
num gole encolhido.
Tu, que de negrume 
me ladeaste em certo tom
de rumba encardida
de pergunta na mordida
de viagem na saída.
Vapor em papel vegetal
Porque o sol cozeu-te
as cores
e agora já é dia.
E agora,
da varanda dos sonhos
da escada em caracol
deslizamos em fulgurante
linha curva.
Em preciosa mistura turva.







domingo, 27 de maio de 2012

Intermittenza

Si scivola giù
Galoppo incessante
Una pietra
Due pietre
Un mare
Occhi chiusi
di un giorno solare.
Mordere le unghie,
perché domani
tormenti i sogni
perché prima
bisogni espellere
tutti i fumi
in passi veloci
in colori atroci
Intermittenza.
Adesso no.
Un pò più tarde:
Intermittenza
piovendo nel mio stomaco,
lavaggio del cervello
tranquillamente nel parco -
Acetone e Möet & Chandon
Cocktail diluente
di notte fugaci
abbaiamenti rumorosi
languidi nei cammini
Stordimento nel schiocco
delle dita
in connessione astrofisica
con i vapori del mondo
con le sorprese di un secondo.
È un salto in alto
che graffia la schiena
che bagna la coscienza
Mordiamo le nuvole invece.



sábado, 20 de fevereiro de 2010

Contrabaixo


Parir uma música
Tocar uma mulher
Parir um amor
Tocar uma cor

Novembro/09