Maria de Magdala
Rapunzel minha,
nas janelas de guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que só eu vi a tua beleza
sépia, adormecida e apressada
na forca da guilhotina.
Solta as tranças, Magdalena
que a noite fazia-te sombra
mas eu vi-te de luz.
Solta as tranças, Magdalena
deixa só o pecado
ser flor entre a guilhotina,
negra estrela vespertina.
Solta as tranças, Magdalena
que quando menos souberes,
quando menos quiseres
quando menos esperares
os lençóis serão
novamente alvos,
o fumo será de algodão,
as coisas serão gente,
o tremor um bailado
o amor, um achado.
sábado, 14 de julho de 2012
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