A purga das framboesas

de Rita Chianca de Carvalho
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Renata

Se ao menos tu soubesses
a razão do teu nome.
Se ao menos já tivesses
descoberto a Amália que há em ti.
Renata. Sei Renata.
Dobras as ruas e as esquinas
porque daquela margem
a cidade já não te assusta.
Renata.
Tu não sabes, mas
a tua cara foi desenhada, e tu
és agora pintura viva. Musa da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
Renata...
Tens um dedo que te concedeu um dom,
o de seres diferente dos demais.
Renata.
Imagino-te nos campos,
num dia de verão
com aqueles teus vestidos lindos.
Com a tua graça,
gesticulavas furiosamente e rias alto.
Um boneco animado,
corrias de cabelo despenteado
e não tinhas já preocupações.
O vento levou-as.
1, 2, 3 diga lá outra vez,
és a face mais linda do ser humano que um dia se fez.
Renata
Se ao menos tu soubesses...

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