A purga das framboesas

de Rita Chianca de Carvalho
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A poda


Não ter mais caminho p´la frente
Não deixar nunca mais rasto
Procurar um tempo quente
Compreender um oceano vasto

Ler nestas linhas o sol
Chorar pelas cinzas da chuva de ontem
Tapar os ouvidos e sentir bemol
Sentir tudo o que aquilo e isto tem

Voar e cair já!
Pedras e pedras da calçada
Revestem-me lá
Tapando a geada

Vestir esta roda
Para poder andar
Ver crescer as rosas
E depois assistir à poda.

Março/04 

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