A purga das framboesas

de Rita Chianca de Carvalho
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ficou a memória

E ficou a memória do sal
Essa cor branca imaculada
A uma eternidade dista o mal
E fico a ver esta tarde inacabada.

E ficou a memoria do som
Está aqui toda a paz que busco
E tudo isto como um dom,
Uma cor, um lusco-fusco.

E ficou a memória do aroma
Desta planta e desta terra silvestres
De toda esta terra, rocha, que soma
Todas as direcções destes ventos agrestes.

E é toda uma memória que guardo,
Bem no centro do meu coração,
Da felicidade leve de papel pardo
De tudo isto e do Capitão.

Novembro/03 

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