Ratos e labirintos.
Facada lancinante
Com pó. Às escuras
Azedo que aperta cintos
Azeite flutuante.
Espera-te nesta esquina
A facada fulminante
Que vai ler toda a tua sina
Num abrir e fechar de olhos cortante
Linhas e agulhas
percorrem todo o céu
da cidade
É uma teia de fagulhas
Que impede o sol de se pôr ao léu
Por caridade.
Memórias de desespero
Sugam a esperança
Dos ratos de esgoto
E deixaram lá Constança
de coração roto.
A cidade jamais dormiu.
A luz nunca mais se viu.
E Constança jamais sorriu.
Agosto/04
Sem comentários:
Enviar um comentário